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AAUTAD

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Presidente da AAUTAD lembra importância estratégica da UTAD na região

"Somos a vida desta universidade e a alma desta região. Somos o combate à baixa pressão demográfica do interior, num país que não pode ter dois ritmos e duas velocidades. Porque aqui em Trás-os-Montes a crise bate-nos à porta primeiro, e o que o litoral sente nós sentimos a dobrar”

André Coelho, presidente da AAUTAD

 

 

 

André Coelho, presidente da direção da Associação Académica da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, esteve presente na cerimónia, que marcou o 29º aniversário da Academia transmontana.

Na presença do Magnífico Reitor, do Secretário de Estado do Ensino Superior e do presidente do Conselho Geral da UTAD, entre outras personalidades, o dirigente associativo, no seu discurso, lembrou as caraterísticas únicas desta academia e o papel que ocupa na região transmontana. Mas também realçou a necessidade de apostar em programas e apoios sociais que incentivem os jovens a vir estudar para a UTAD, lembrando também a urgência em “continuar a lutar por uma Ação Social mais eficaz e abrangente, através de uma revisão da ação social direta e de um cuidadoso acompanhamento de todos os mecanismos de Ação Social indireta”.

 

Para ler o discurso completo do presidente da direção da AAUTAD em baixo:

 

Discurso Dia da UTAD

 

Excelentíssimo Magnifico Reitor Professor Doutor Fontainhas Fernandes;

Sendo este um dia da UTAD e para a UTAD e não me querendo alongar permita-me replicar os seus cumprimentos a todos os quantos aqui se encontram hoje presentes.

 

Meus Senhores e Minhas Senhoras,

Estamos hoje perante um dia histórico para a UTAD, para a região e para todos quantos pertenceram e pertencem a esta instituição. Celebramos hoje 29 anos de existência, embora no nosso historial credite também toda uma valiosa herança colhida no “velho” Instituto Politécnico de Vila Real, que em 1973 se erguia nesta cidade.

Este Instituto, à imagem do que hoje a UTAD representa, assumiu desde cedo um papel relevante assumindo a dianteira no que ao desenvolvimento regional dizia respeito. Hoje, a UTAD é reconhecida como um importante ponto de referência no sistema universitário português, tendo como objetivos fundamentais consagrados nos seus estatutos, o Ensino, a Investigação, a Extensão e o Apoio à Comunidade, devendo sempre procurar ser um Centro de Excelência para a educação permanente e para a criação, transmissão e difusão da cultura, da ciência e da tecnologia.

 

Caros Presentes,

Há um ano atrás o Doutor José da Silva Peneda, destacou, neste mesmo dia, a importância da afirmação do “código genético” da UTAD, “não só porque a distingue das demais instituições, mas também porque a posiciona no centro de criação de mais-valias para a região e para o país”. Nesta aula magna, hoje, e com todos vocês reiteramos a importância dessa missão. A UTAD tem no seu código genético a sua mais-valia e tem nos seus estudantes o seu futuro.

Somos por isso também a vida desta universidade e a alma desta região. Somos o combate à baixa pressão demográfica do interior, num país que não pode ter dois ritmos e duas velocidades. Porque aqui em Trás-os-Montes a crise bate-nos à porta primeiro, e o que o litoral sente nós sentimos a dobrar. E é por isso que a UTAD é hoje um importante mecanismo de coesão regional à qual não queremos virar costas. Contudo e para que este trabalho seja efetivo precisamos de continuar a exigir mais e melhor, mais e melhor para a nossa universidade, mais e melhor para a nossa região.

Há um ano atrás o Magnífico Reitor da UTAD Professor Doutor Fontainhas Fernandes afirmava-se ciente da imperiosa necessidade de cumprir o programa a que se propôs no início do seu mandato, sublinhando a importância do exigente plano de consolidação que lançou, “atendendo à situação financeira decorrente da diminuição do orçamento de estado e do aumento dos encargos sociais”. Esse trabalho deve ser mantido sempre com a ressalva de nunca passar para os estudantes a obrigação de consolidar financeiramente uma Academia que já tanto recebe de nós e de quem ainda temos tanto para receber.

Os novos tempos trouxeram-nos novos desafios, e a realidade dos nossos dias leva-nos a enfrentar um ensino superior debilitado e sub-financiado. Num momento em que o fenómeno da transferência do financiamento da educação, do estado para as famílias tem-se vindo a agravar, num momento em que a propina atinge novos recordes e os recentes indicadores relativos ao abandono escolar são cada vez mais preocupantes, sentimos a urgência de continuar a lutar por uma Ação Social mais eficaz e abrangente, através de uma revisão da ação social direta e de um cuidadoso acompanhamento de todos os mecanismos de Ação Social indireta. Os programas complementares a essa Ação Social são hoje uma realidade, mas são também a prova de que ainda há muito por fazer. Consolidar o programa retomar e aumentar o valor do incentivo financeiro é certamente uma prioridade para um país que continua a ter uma taxa de população com estudos superiores muito abaixo da média europeia, e em que a maioria dos trabalhadores tem qualificações a menos para o trabalho que desempenha. A par do Retomar, também o programa +Superior, deve ser encarado com seriedade e com a análise crítica de que carece. Hoje podemos assegurar com certeza de que o programa falhou e a Associação Académica da UTAD assumiu desde cedo a sua intervenção neste debate. Fomos os primeiros a defender um +Superior que englobe os 2º ciclos como elegíveis e que dê autonomia às Instituições para que aloquem as vagas disponiveis de acordo com a sua realidade. Fomos os primeiros porque somos também os primeiros a depender deste programa.

Em cima da mesa hoje debate-se o futuro dos estudantes, da UTAD e do Ensino Superior. E nesse debate não nos esquecemos das constantes fugas que o atual governo tem protagonizado, dos constantes compromissos que têm ficado por cumprir, e das reformas urgentes que ficaram por fazer. Não nos esquecemos porque esquecer nunca foi opção. E por cada estudante que se vê obrigado a desistir da sua licenciatura, por cada jovem que já nem equaciona candidatar-se ao ensino superior, por cada família que hipoteca a sua vida, por cada restrição à educação, o movimento estudantil continuará a manifestar-se e a apresentar soluções. Esse é um compromisso que não deixamos para trás, mas mais do que isso é um exemplo que gostávamos de ver seguido e replicado.

 

O caminho é longo, e as dificuldades diversas, mas não abdicaremos de encarar o futuro com a coragem e determinação que nos é característica. Na nossa intervenção espelhamos a resiliência com que enfrentaremos a adversidade e com que continuaremos a lutar por um Ensino Superior justo, democrático e de acesso universal.

Acima de tudo porque continuamos a acreditar naquilo que a UTAD nos ensinou:

"A Ciência e o Trabalho Tudo Compreendem"

A UTAD é nossa e há-de ser!!!

 

Parabéns UTAD.

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AAUTAD reclama maior independência das universidades no Programa + Superior

 

A Associação Académica da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro participou no Encontro Nacional de Direções Associativas (ENDA), que decorreu este fim-de-semana na cidade de Bragança. De Sábado a Domingo discutiu-se o Ensino Superior.

Um dos assuntos debatidos pelo movimento estudantil nacional, e que mereceu atenção reiterada por parte da AAUTAD, foi o programa + Superior, sistema de incentivos implementado pelo Governo no ano letivo 2014/15. O objetivo passou por fomentar a mobilidade de jovens de regiões com índices demográficos mais elevados para outras com baixos níveis de população jovem, de forma a promover a coesão territorial. Para atrair jovens estudantes do litoral para o interior do país, a tutela atribuiu mil e uma bolsas de estudos. Após o primeiro ano do programa, os dirigentes académicos fazem um balaço positivo, mas sugerem algumas alterações que consideram que irão melhorar a eficácia do +Superior.

Pela importância deste programa para academia transmontana, a AAUTAD esteve envolvida na realização de uma moção que propõe algumas alterações à forma como estas bolsas são atribuídas. “De facto, é uma medida que o movimento estudantil nacional valoriza, no entanto, carece de algumas alterações para fazer cumprir o seu propósito na plenitude”, esclareceu André Coelho, presidente da AAUTAD.

Uma das alterações que a AAUTAD defende é que seja dada autonomia às instituições do ensino superior para distribuir o número de vagas total que lhe é atribuída, pelos cursos que ministra. O objetivo é dar primazia às formações com menor atratividade e com taxas de ocupação mais reduzidas, e que se apresentem como relevantes para a região. No caso da UTAD, explica o presidente, “a reitoria poderá optar por atribuir mais bolsas a alunos que optem por cursos como enologia e engenharia florestal, que têm relevância na região e onde, após terminarem o curso, os alunos poderão ficar integrados”.

 

Outra das medidas defendidas pela Associação Académica trasmontana e suportada também na moção final é o aumento do número de bolsas atribuídas e que estas se estendam para além do primeiro ciclo do curso. André Coelho afirma que “é necessário o aumento de vagas no sentido de contemplar o segundo ciclo de estudos no programa, para, de facto, cumprir na essência o objetivo do programa, que é a fixação dos estudantes na região. Naturalmente, que é no finalizar do segundo ciclo que é mais concreta a possibilidade do estudante vir a cumprir o propósito definido e ficar alocado na região”.

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AAUTAD debate política educativa e abandono escolar no ENDA Bragança

 

A Associação Académica da UTAD vai marcar presença no Encontro Nacional de Direções Associativas (ENDA), que decorrerá na cidade de Bragança, durante todo o fim-de-semana.

Em debate estarão assuntos de interesse inegável, como a ação social, o abandono escolar, o financiamento e as linhas de orientação estratégicas para o ensino superior.

Estes temas têm vindo a ser constantemente alvo da atenção dos dirigentes académicos, alguns deles inclusive foram já debatidos numa recente reunião entre o movimento estudantil e o Secretário de Estado do Ensino Superior. Assim, o ENDA Bragança servirá também para consolidar as posições do movimento estudantil referentes às temáticas que nessa mesma reunião foram discutidas.

A proximidade das eleições legislativas, na ótica de André Coelho, presidente da Associação Académica de Trás-os-Montes e Alto Douro, “é o momento ideal para os estudantes se fazerem ouvir e passarem a sua mensagem ao maior número de pessoas possível”.

A temática do abandono escolar mantém-se no topo das preocupações da AAUTAD. O Presidente lembra que “ainda recentemente saiu a público um estudo que dá conta de que cerca de oito mil estudantes abandonaram o ensino superior após o primeiro ano de inscrição numa licenciatura”.

As Direções Associativas Nacionais têm vindo a alertar os responsáveis políticos para este problema, mas “apesar do governo mostrar intenção de atuar, essa intenção não é suficiente. Daí que neste ENDA serão apresentadas propostas concretas que poderão ser tidas em conta para atenuar esta situação”, sublinhou o número um da Associação Académica da Universidade Transmontana.

Com o intuito de reforçar a sua posição e não se fazer esquecer no movimento estudantil nacional, é prioridade da AAUTAD marcar presença assídua nos ENDA, ENA, e demais palcos de discussão da política educativa. André Coelho acredita que “é nesses palcos que se discute e decide o futuro do ensino superior, não querendo nunca imiscuir-nos dos mesmos, reforçando assim a posição da AAUTAD a nível nacional”.

 

 

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AAUTAD presente em reunião com Secretário de Estado do Ensino Superior

A Associação Académica da UTAD esteve ontem presente na reunião das federações e associações académicas e de estudantes com o Secretário de Estado do Ensino Superior, para debater o modelo de financiamento do ensino superior para 2016. Na reunião foi também debatida a proposta do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), que visa a alteração das regras de acesso ao ensino superior.

No que à alteração das regras de acesso ao ensino superior diz respeito, assumiram as estruturas de representação estudantil presentes a total discordância com a proposta do CCISP, por se traduzir numa clara intenção de hierarquizar o ensino superior, através da diminuição dos padrões de exigência no acesso ao ensino superior politécnico.

A nível do financiamento do ensino superior, André Coelho, presidente da direção da AAUTAD, presente na reunião, explicou que o documento apresentado pelo Secretário de Estado do Ensino Superior é “estruturado, sólido e bastante consolidado”, no entanto, o dirigente académico refere algumas questões que preocupam o movimento estudantil nacional, mas que ainda estão em “análise”.

André Coelho aproveitou a oportunidade para sublinhar junto do governante as especificidades das universidades do interior.

“Colocámos algumas questões no que refere às universidades do interior, se estas serão salvaguardadas, uma vez que existem medidas concretas que podem ser tomadas para ajudar estas instituições, e esta foi a principal salvaguarda que fizemos junto do secretário de desatado”, esclareceu André Coelho.

O presidente da AAUTAD acredita que esta reunião foi “útil e produtiva”, principalmente no que refere ao financiamento do ensino superior para 2016, no entanto, mostra algumas preocupações relativas à proposta do CCISP, que é visto como “um atentado ao ensino superior”.

O movimento estudantil nacional irá continuar a debater e discutir estes temas muito proximamente, nos dias 14 e 15 de março, no Encontro Nacional de Direções Associativas, que vai decorrer em Bragança.